Na atualidade, as vitrines não estão mais só nos shoppings: elas entraram na nossa casa através das telas de tablets e celulares. Com tanta exposição, educar financeiramente jovens e crianças se tornou um desafio ainda maior para as famílias.
Muitas vezes, essa vontade de “ter tudo” começa cedo, criando a ilusão de que a felicidade está ligada a comprar coisas novas. Saber diferenciar o que é um desejo natural de criança do que é puro consumismo é o primeiro passo para cuidar da economia familiar e ensinar bons valores.
Neste artigo, vamos explicar o que é o consumismo infantil, por que ele acontece tanto no Brasil e, o mais importante: como você pode agir para transformar seus filhos e filhas em pessoas adultas mais conscientes financeiramente. Acompanhe!
O consumismo é o hábito de comprar de forma exagerada, impulsiva e sem necessidade real. É importante não o confundir com o consumo normal, que é comprar o que a criança precisa para viver bem, como roupas, comida, material escolar.
No caso das crianças, isso acontece quando elas querem um produto não porque vão brincar muito com ele, mas porque “todo mundo tem”, devido a uma propaganda ou para se sentirem aceitas em um grupo.
Ou seja, é a busca por uma satisfação rápida que, infelizmente, passa logo depois que a caixa é aberta. Entenda melhor a seguir:
Às vezes, os sinais são discretos e a gente acha que é só “coisa de criança”. Mas vale se atentar a alguns comportamentos que são clássicos exemplos de consumismo infantil:
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O Brasil é um dos países onde as crianças e adolescentes passam mais tempo conectados. A pesquisa “TIC Kids Online” mostrou que cerca de 93% do público entre 9 e 17 anos já usam a internet com frequência. Isso transforma o celular e o tablet na principal vitrine do mundo para essas pessoas.
O grande desafio é que, diferente dos comerciais de antigamente que passavam no intervalo da TV, uma das principais causas do consumismo infantil hoje é a publicidade invisível. Quando a criança vê um(a) youtuber jogando um game patrocinado, por exemplo, ela muitas vezes não percebe que aquilo é um anúncio.
Felizmente, as leis estão avançando para proteger as famílias desse assédio, como a criação do Marco Legal dos Games (Lei n.º 14.852/2024). Essa legislação obriga os jogos a oferecerem um ambiente mais seguro, restringindo práticas abusivas e exigindo ferramentas claras para as famílias controlarem os gastos digitais — evitando surpresas na fatura do cartão.
Porém, nem toda a culpa vem da tela. Existe um fator importante que acontece dentro de casa: a compensação emocional. Com a rotina de trabalho cada vez mais corrida, é comum que pais e mães sintam culpa pela ausência.
Nessa hora, muitas famílias caem na armadilha de dar presentes caros ou comprar tudo o que a criança pede para evitar conflitos ou “compensar” o tempo longe. O problema é que, sem perceber, isso ensina para a criança que o afeto e a felicidade podem ser comprados em uma loja.
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A conta chega rápido: famílias que dizem “sim” para tudo que as crianças pedem acabam perdendo o controle das finanças. O que começa com “só uma lembrancinha” vira um grande rombo no orçamento.
Além disso, existe o que chamamos de “vencer pelo cansaço”, que acontece quando a criança insiste tanto que a família acaba comprando itens caros e não planejados, levando ao endividamento.
Mas, além do financeiro, o prejuízo emocional pode ser ainda maior. Crianças que têm todos os desejos atendidos na hora não aprendem a lidar com frustrações. Isso faz com que elas cresçam achando que o mundo deve servi-las imediatamente.
Como consequência, elas podem se tornar pessoas adultas ansiosas, que não sabem esperar e que buscam nas compras um alívio para qualquer tristeza, repetindo esse ciclo de dívidas e insatisfação na vida adulta.
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Ninguém nasce consumista; esse é um comportamento aprendido e, portanto, pode ser mudado. A nossa dica para saber como evitar o consumismo infantil não é proibir tudo, mas ensinar o valor das coisas para as crianças.
A seguir, confira três orientações para praticar o consumo consciente infantil na sua família:
Antes de comprar, faça um exercício com a criança. Pergunte: “Você precisa disso para brincar ou só quer porque um amigo ou amiga tem?”. Isso ajuda a criar senso crítico, além de fazê-la pensar sobre seus reais gostos pessoais.
Nenhuma lição funciona se os pais e as mães sempre cedem. Frustrações controladas são essenciais para o amadurecimento de qualquer pessoa. Por isso, é importante explicar que “hoje não vamos comprar porque estamos economizando para a viagem de férias”, é uma aula prática de priorização.
As crianças aprendem copiando as pessoas ao seu redor. Então, se você compra por impulso o tempo todo, seu filho ou filha fará o mesmo. Tente mostrar que a felicidade vem de momentos e experiências, não apenas de sacolas de compras do shopping.
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Sabe aquele brinquedo que é a febre do momento? Daqui a alguns meses, ele estará provavelmente esquecido no fundo de uma gaveta. Já a segurança financeira da sua família pode durar anos.
A melhor forma de vencer esse imediatismo é trocar a satisfação rápida de uma compra pela construção de um futuro sólido. Já pensou se, em vez de gastar com mais um item que seu filho ou filha nem precisa, você investisse esse valor para garantir a faculdade ou um intercâmbio lá na frente?
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