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Como planejar financeiramente uma viagem internacional?

22 DEZ 25
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Como planejar financeiramente uma viagem internacional?
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Realizar uma viagem para o exterior é o sonho de muitas pessoas. Mas, a diferença entre uma experiência inesquecível e uma dor de cabeça burocrática e financeira depende de uma única coisa: planejamento.

Na hora de pensar em como planejar uma viagem internacional, é preciso lembrar de alguns pontos, como: câmbio, fuso horário, documentações exigidas e claro, os custos financeiros. Por isso, o planejamento é mais do que apenas escolher um destino; exige estratégia.

Neste artigo, vamos mostrar como se planejar financeiramente para uma viagem internacional, incluindo todos os gastos que você precisa prever, para que sua única preocupação seja em como aproveitar cada passeio. Acompanhe!

Por onde começar o planejamento?

O erro mais comum de quem ainda não sabe como fazer a organização financeira para viajar é: comprar a passagem antes de ter o passaporte ou reservar hotel antes de ter o visto. Para não cair nessa armadilha e acabar gastando dinheiro com remarcações, o segredo é respeitar o tempo de cada etapa. Entenda melhor a seguir:

Com que antecedência planejar uma viagem internacional? 

O ideal é começar a se planejar entre 6 e 12 meses antes da data de embarque. Esse prazo não é um exagero; ele permite que você pesquise passagens com calma (monitorando as flutuações de preço), parcele despesas altas antes de viajar e tenha tempo hábil para resolver burocracias.

Para as passagens aéreas, por exemplo, os melhores preços costumam aparecer entre 90 e 120 dias antes da viagem. Deixar para a última hora pode custar até 3 ou 4 vezes mais, além do risco de não encontrar mais assentos disponíveis.

Quais são os principais documentos?

Antes de fazer as primeiras reservas, nossa dica é resolver a documentação. Cada país tem exigências específicas, mas, de modo geral, estes são os pedidos mais comuns:

  • Passaporte: precisa ter validade mínima de 6 meses após a data prevista para o retorno da viagem. Se o vencimento estiver próximo, renove imediatamente.
  • Vistos: alguns países como os Estados Unidos exigem vistos que podem levar meses para serem emitidos. Para a Europa, verifique a necessidade da autorização de viagem ETIAS e as regras atualizadas diretamente no site oficial da União Europeia.
  • Vacinas: muitos países exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), especialmente contra a Febre Amarela. Sem ele, você pode ser impedido(a) de embarcar ainda no Brasil.

Por fim, ressaltamos: nunca confie em informações não oficiais. As regras de entrada de cada país podem mudar a qualquer momento. Para ter certeza absoluta do que é exigido, consulte sempre o site oficial do Consulado do país de destino ou utilize ferramentas de verificação global, como o IATA Travel Centre.

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Como se planejar financeiramente para viajar para o exterior?

Agora que você já sabe o que conferir da parte burocrática, vamos falar sobre a organização financeira. Afinal, saber como planejar a primeira viagem internacional vai muito além de montar um roteiro turístico; exige uma estratégia para que o seu sonho caiba no bolso.

Para isso, recomendamos seguir estes dois passos práticos:

1º passo: faça a matemática completa dos custos 

Muitas pessoas fazem o orçamento apenas considerando as despesas básicas da viagem. Mas, para chegar a um valor realista, seu planejamento deve conter três categorias de gastos:

  • Custos fixos antecipados: passagens aéreas e seguro viagem, que são itens que você paga antes de sair do Brasil.
  • Custos de estadia: hospedagem (lembre-se de incluir taxas de turismo locais) e deslocamento entre cidades, como trens ou voos internos.
  • Custos variáveis: alimentação, transporte urbano (metrô, ônibus, táxi, etc.), ingressos de atrações e compras.

A nossa dica é sempre orçar os custos variáveis na moeda local e converter para o real com uma margem de segurança (considere a cotação turismo + IOF). Isso vai deixar o seu planejamento mais assertivo.

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2º passo: defina a sua meta de poupança mensal 

Uma vez que você somou tudo e tem o valor total estimado, por exemplo, R$ 15.000, faça a engenharia reversa. Se a viagem está planejada para daqui a 10 meses, sua meta de organização financeira para viajar deve ser poupar R$ 1.500 por mês. 

O segredo é tratar esse valor como uma despesa fixa obrigatória no seu orçamento. Isso vai fazer com que você chegue na data do embarque com tudo pago, dinheiro extra para levar e, o melhor: evitar voltar para casa com o cartão de crédito estourado.

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4 dicas de organização financeira para viajar e juntar dinheiro

Saber quanto guardar por mês é apenas o primeiro passo. Mas, para fazer esse dinheiro render de verdade e evitar gastos desnecessários, você também precisa se organizar.

Abaixo, listamos quatro ações práticas de como economizar viajando, de forma inteligente, protegendo seu bolso do início ao fim:

1. Não deixe o dinheiro parado, mas tenha cuidado

Deixar a poupança da viagem na conta-corrente é perder dinheiro para a inflação. Por outro lado, colocar em investimentos de risco (como em ações) é perigoso, pois o mercado pode cair justo quando você precisar sacar. 

Uma das melhores saídas é buscar investimentos de renda fixa com liquidez diária, que você pode resgatar a qualquer hora, como CDBs que rendem acima de 100% do CDI. Assim, seu dinheiro trabalha para você enquanto a data do embarque não chega.

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2. Use a tática do preço médio no câmbio 

Uma das principais dúvidas é: “compro dólar agora ou espero baixar?”. A verdade é que tentar adivinhar o mercado é impossível, por isso, a compra fracionada pode ser uma saída. 

Em vez de comprar tudo de uma vez, compre um pouco da moeda estrangeira todos os meses. Se a cotação subir, você já garante uma parte mais barata. Se cair, você aproveita para comprar mais. Desse modo, no final, você terá pago um preço médio justo, sem depender da sorte.

3. Fuja da alta temporada 

A data escolhida para a viagem pode encarecer seu orçamento. Isso porque viajar em julho, dezembro ou janeiro custa muito mais caro em quase todo o mundo. Se você tiver flexibilidade, escolha a meia estação (primavera ou outono). Além de pegar um clima ameno e cidades menos lotadas, os preços de passagens e hotéis saem mais baratos.

4. Nunca corte o seguro viagem 

Algumas pessoas tentam economizar não contratando o seguro viagem, mas esse é um erro grave. O custo médico no exterior é altíssimo: uma simples internação nos EUA ou na Europa, por exemplo, pode custar milhares de dólares. 

Além de ser obrigatório em muitos lugares, o seguro é a única segurança que você pode ter para que um problema de saúde não vire uma dívida impagável na volta.

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Como planejar financeiramente uma viagem internacional com o Banco Bari?

Uma viagem internacional começa muito antes do check-in: ela se inicia no momento em que você decide fazer o seu dinheiro render mais.

Para te ajudar, o Banco Bari oferece as melhores opções de investimentos em renda fixa para guardar o dinheiro da sua viagem com segurança e rentabilidade superior à poupança.

Seja para criar sua reserva em dólar ou para multiplicar o orçamento das férias, conte com a experiência de quem entende de finanças. Acesse o site do Banco Bari e saiba mais!

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